O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. A decisão foi tomada nesta terça-feira (24), durante a revisão das condições da prisão, prevista na lei para acontecer a cada 90 dias.
Moraes afirmou que a “prisão preventiva se trata da única medida razoável, adequada e proporcional para garantia da ordem pública, com a interrupção da prática criminosa reiterada". As informações são do portal g1.
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Roberto Jefferson foi preso em outubro de 2022 por decisão do próprio Moraes por descumprir medidas cautelares. Durante o cumprimento da prisão, o político feriu dois policiais e outros dois quase foram atingidos enquanto estavam na viatura, a Polícia Federal cumpria a determinação do magistrado.
"A gravíssima conduta do preso por ocasião da efetivação de sua prisão nestes autos revela a necessidade da manutenção da restrição da liberdade, eis que Roberto Jefferson mantinha em casa, mesmo cumprindo medidas cautelares, armamento de elevado potencial ofensivo, além de vultosa quantidade de munições, efetivamente utilizadas para atentar contra a vida de policiais federais", afirmou Alexandre de Moraes.
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Jefferson contou, em depoimento, que teve mais de 100 armas, quando morava em Petrópolis, e disse ter dado 50 tiros contra agentes da Polícia Federal. A PF indiciou Jefferson por quatro tentativas de homicídio contra agentes e ainda apreendeu 7.797 unidades de munição na casa do ex-parlamentar.
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