O número de mortos em Mianmar após o registro de um terremoto de magnitude 7,7 subiu para 1,7 mil, segundo informações divulgadas neste domingo (30) pelo governo militar do país. Os feridos passam de 3,4 mil e há mais de 300 desaparecidos.
O tremor, que também foi fortemente sentido na Tailândia e na China, ocorreu na tarde de sexta-feira (28), pelo horário local — madrugada pelo horário de Brasília. O epicentro foi localizado a 16 km a noroeste da cidade de Mandalai, na região central.
Além da magnitude considerada alta, um dos fatores que agravaram as consequências da tragédia foi a pouca profundidade do epicentro, que ocorreu a 10 km do solo, o que faz com que seja sentido com mais intensidade.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) emitiu um alerta vermelho para o acidente, estimando que mais de 10 mil pessoas podem ter morrido: "É provável que haja muitas vítimas e danos extensos, e o desastre provavelmente será generalizado".
Na Tailândia, autoridades confirmaram 18 mortos no desabamento de um arranha-céu em construção na capital Bangkok. Pelo menos 76 pessoas estão presas sob os escombros do edifício. As operações de resgate entraram no terceiro dia, usando drones e cães farejadores para procurar sobreviventes.
O chefe da junta militar, general sênior Min Aung Hlaing, alertou que o número geral de vítimas da tragédia pode aumentar, e que sua administração enfrenta uma situação desafiadora, segundo a mídia estatal.
Índia, China e Tailândia estão entre os vizinhos que enviaram suprimentos e equipes de socorro para o país.
Em um comunicado oficial, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho informa que “a destruição foi extensa e as necessidades humanitárias estão crescendo a cada hora".
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