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Reprodução/Instagram @russian_kremlin
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou nesta quinta-feira (17) que o país “não aceita ameaças” de cessar-fogo. A declaração ocorre depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dado um prazo de 50 dias para Moscou chegar a um acordo de paz com a Ucrânia, senão enfrentaria tarifas de 100%. As informações são da Reuters.

Além do ultimato do cessar-fogo, o republicano também afirmou no último domingo que enviaria novos armamentos e sistemas de defesa para Kiev. Ele também ameaçou impor tarifas secundárias a países que compram petróleo russo, caso não haja uma resolução de paz em breve com a Ucrânia.

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Maria Zakharova, porta-voz do ministério, declarou nesta quinta que a decisão de Trump de fornecer novos mísseis à Ucrânia é um sinal para “continuar o massacre” e uma rejeição às iniciativas de paz.

Ainda na última terça-feira (15), após as ameaças do presidente norte-americano, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as falas de Trump “são muito sérias” e que precisarão de tempo “para analisar o que foi dito em Washington”.

“As declarações do presidente dos EUA são muito sérias. Algumas delas são dirigidas pessoalmente ao presidente Putin. Certamente precisamos de tempo para analisar o que foi dito em Washington. E se e quando o presidente Putin considerar necessário, ele certamente comentará”, complementou.

Diante dos crescentes ataques russos a cidades ucranianas, Trump vem demonstrado insatisfação com o presidente Vladimir Putin. Também na última terça, o republicano declarou à BBC que está “decepcionado”, mas ainda não “desistiu” de Putin.

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