A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa na Itália nesta terça-feira (29), informou o Ministério da Justiça.
Em uma rede social, o deputado italiano Angelo Bonelli afirmou que ele deu o endereço de Zambelli para a política italiana. Segundo ele, a parlamentar brasileira estava em Roma.
“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, escreveu o Bonelli.
Zambelli deixou o Brasil após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão dos sistema de segurança do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O nome da deputada também estava incluído na lista de foragidos da Interpol, a pedido do ministro do STF Alexandre de Moraes. Desde então, as autoridades buscavam sua localização na Itália. Além disso, o Ministério da Justiça brasileiro já havia solicitado oficialmente a extradição da deputada.
Após a saída do Brasil, o ministro Alexandre de Moraes transformou a prisão preventiva em definitiva.
Até o momento, não há data para a chegada dela no Brasil.
Nos últimos dias, Carla Zambelli usou um perfil alternativo no Instagram para comentar temas da política nacional e reforçar críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em um deles, publicou um vídeo com críticas direcionadas a Moraes e ao governo federal, por conta do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
As contas oficiais da política foram retiradas do ar no dia 4 de junho por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O primeiro post do novo perfil foi publicado em 13 de junho.
Zambelli está afastada desde 29 de maio, quando pediu a primeira licença para tratamento de saúde. Depois, Zambelli pediu mais 120 dias para "tratar de interesse particular".
De acordo com o deputado estadual Bruno Zambelli (PL - SP), irmão de Carla, a deputada "não foi presa", mas sim "apresentou-se voluntariamente à polícia italiana para dar início às tratativas de asilo político, fugindo de uma perseguição sem precedentes no Brasil".
Entenda a condenação
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux seguiram o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, e votaram a favor da condenação.
A proposta é de que a política cumpra 10 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, além de perder o mandato e ficar inelegível. Para Delgatti, a pena chega a oito anos e três meses de prisão, em regime inicialmente fechado. Ele, no entanto, já cumpre prisão preventiva.
A denúncia aponta que a deputada ordenou que Delgatti invadisse o sistema para inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra Moraes. Segundo a PGR, a intenção era "colocar em dúvida a legitimidade da Justiça" e fomentar manifestações contra as instituições republicanas.
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