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Reprodução | TV Cultura
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O Roda Viva desta segunda-feira (2) entrevista o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado. Durante a edição, o político fala sobre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvos de investigações da CPI.

No programa, a colunista da Folha de S. Paulo e da BandNews FM, Mônica Bergamo, questiona o motivo dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli estarem sendo investigados pela comissão, já que ela foi criada para apurar a “atuação e expansão de organizações criminosas no Brasil”.

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Em sua resposta, Vieira explica a relação entre a lavagem de dinheiro e o crime organizado. O senador contextualiza que a CPI começou a mirar os magistrados através das informações do fundo REAG, que transacionam através do Banco Master e que, segundo denúncias do Ministério Público Federal, faz lavagem de dinheiro para a facção criminosa do Primeiro Comando da Capital (PCC). Posteriormente, as buscas indicam que recursos que transitam por esses fundos vão parar nas contas de familiares do ministro Dias Toffoli. O relator também menciona o contrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes com o Master.

“É uma oportunidade de fazer isso, porque todos os crimes se encontram na lavagem de dinheiro. Crime organizado de verdade depende fundamentalmente de infiltração no Estado e de equipamento para lavagem de dinheiro. [...] A gente não está fazendo acusação ao ministro de que ele seja faccionado, nem está dizendo que ele cometeu um crime, mas existe um fato relevante que precisa ser apurado. [...]", destaca o senador.  

"O procurador-geral da República já se manifestou no sentido de que não há necessidade de investigação; ele não achou nada de diferente ou suspeito no contrato de R$129 milhões da esposa do ministro Alexandre com o Banco Master. [...] É muito mais evidente, nesse momento, os problemas na contratação através da empresa dos familiares de Dias Toffoli, porque há suposta negociação imobiliária nebulosa, porque o ministro se posicionava como um sócio oculto e depois ele reconhece para interlocutores que recebeu algo como R$18 milhões de reais vindos dessa fonte, e tudo isso precisa ser esclarecido", completa Alessandro Vieira

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A bancada de entrevistadores é formada por: Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo e da BandNews FM; Marcelo Godoy, colunista e repórter especial do jornal O Estado de S.Paulo; Irapuã Santana, colunista do jornal O Globo; Valmir Salaro, repórter investigativo; e Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência da USP e professor de Jornalismo da Faap.

O programa ainda conta com a participação do cartunista Eduardo Baptistão, que fará os desenhos, em tempo real, durante a entrevista. O Roda Viva, apresentado por Ernesto Paglia, é exibido às segundas-feiras, a partir das 22h, na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e site da emissora.

Assista à íntegra do programa:

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