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Dentro do automobilismo, existem diversas categorias com diferentes tipos de carros, pistas, pilotos, estilos e corridas. Uma delas é o Drift, que, cada vez mais, ganha popularidade entre os brasileiros.

O drift é um estilo de competição em que a intenção é derrapar com a traseira do veículo para um lado e as rodas dianteiras no sentido contrário da curva. Geralmente, a modalidade é disputada entre dois competidores. “É quase um balé, porque parece que os carros estão dançando uma música juntos. O princípio é estar sempre deslizando, porém, 'controlando o descontrole' do carro. Se você deixar ele alinhar, que seria andar em linha reta, você perde pontos”, explica Bruna Genoin, primeira e única mulher brasileira que compete em drift nacionalmente.



Quando surgiu o Drift?

Alguns atribuem a criação do estilo ao piloto japonês Kunimitsu Takahashi, nos anos 70. Ele utilizava a técnica para fazer as curvas mais rapidamente no torneio automobilístico Japanese Touring Car Championship.

Posteriormente, na década de 80, o também japonês Keiichi Tsuchiya ganhou notoriedade ao aplicar o estilo de Takahashi nas estradas das montanhas do Japão, ainda como atividade não regularizada. Ali, o estilo começou a angariar grande popularidade.

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No Brasil o drift ficou mais popular em 2006, depois do lançamento do filme “Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio”. “O longa foi essencial para dar esse boom na cultura do drift e fazer ele sair do Japão para o mundo”, comenta Vinicius de Oliveira, criador e administrador da página Automobilismo Brasil, no Instagram.

Diferença do carro para outras modalidades

Segundo a pilota Bruna Genoin, uma das diferenças de um carro de drift para um veículo de corrida de outra categoria são as rodas traseiras, que em um carro tradicional rodam de forma separada, mas no estilo de derrapagem rodam de forma independente.

“Você pode soldar ou usar uma peça chamada LSD, que faz com que as rodas rodem juntas, o que facilita o carro deslizar”, diz.

Outra particularidade é o “kit ângulo”, peça que vai nas rodas dianteiras do veículo. Ele possibilita que o carro alcance maior ângulo e dificulta o veículo de rodar na pista. O freio de mão hidráulico também é um diferencial.

Modo de disputa

Nos campeonatos de drift disputados em autódromos, os pilotos fazem duas baterias de prova. Na primeira, um competidor vai na frente o outro vai atrás. Na segunda, as posições se invertem.

Jurados avaliam as provas. Os critérios adotados são linha, que define o traçado que fará o corredor, ângulo, no qual os juízes avaliam a angulação do veículo, velocidade, que mede a rapidez do circuito e o estilo, ou seja, a técnica e agressividade do piloto.

Os maiores campeonatos de drift do mundo atualmente são a Fórmula D, nos Estados Unidos e a D1 Grand Prix no Japão. No Brasil, os maiores são o Super Drift Brasil e o Ultimate Drift Brasil.

“O competidor de trás tem que manter uma aproximação no carro da frente, porém não pode bater. Se ele bater vai ser desclassificado. Tem que fazer a linha perfeita, ter uma agressividade, para tentar, talvez, se distanciar do seu adversário”, diz Bruna.

Bruna Genoin começou no esporte há cinco anos: “Fico muito feliz e grata por poder representar as mulheres. Depois que eu entrei muitas começaram a se interessar pela modalidade e procurar saber mais. Existem várias mulheres que trabalham no campeonato, então, querendo ou não, ele acontece por causa delas e eu posso representá-las na pista”.

Bruna Genoin/ Foto: Arquivo pessoal

A catarinense, que também é filha de um campeão nacional de rali, acredita que a modalidade só tem a crescer no Brasil. “Quando eu comecei, o esporte era muito fraco no país. Agora que ele está crescendo e ganhando visibilidade. Fico muito feliz de poder ver o crescimento dele e acredito que, nos próximos anos, vai ser ainda mais maior”, comenta.