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Reprodução/Flickr Palácio do Planalto
Reprodução/Flickr Palácio do Planalto

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez, na última quinta-feira (8), um comentário de cunho racista durante uma conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada. Ele comparou o "black power" a um "criador de baratas" e perguntou quantas vezes por mês o rapaz o lavava. Tanto o presidente, quanto diversos apoiadores riram com o comentário.

"Olha o criador de baratas aqui. Você não pode tomar ivermectina, vai matar todos os seus piolhos", disse Bolsonaro, citando o medicamento que costuma defender para o tratamento precoce da Covid-19. O vermífugo é comprovadamente ineficaz contra a doença.

O vídeo da conversa foi publicado no YouTube, pelo canal Foco do Brasil. O apoiador, que recebe os comentários de cunho racista de Bolsonaro, não aparece nas imagens, mas é possível ouvi-lo dizendo não ser “um negro vitimista” e que o presidente pode “brincar” sobre seu cabelo.

“Da outra vez que vim aqui, uma emissora falida fez uma matéria totalmente ridícula pela brincadeira que o senhor fez. Até porque o senhor tem intimidade… Quem nunca teve piolho? Então assim, só para frisar que o presidente tem essa intimidade para brincar, da mesma maneira que ele também dá liberdade para o pessoal brincar”, disse o apoiador.

Mais tarde, o apoiador de Bolsonaro foi convidado para participar da live semanal de Bolsonaro, que também contou com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Durante a transmissão, Bolsonaro repetiu os comentários racistas supostamente em tom de brincadeira e disse que “movimentos” tentam “dividir brancos e negros”.

“Brincadeira sobre o cabelo dele tem que fazer, pô. Se eu tivesse um cabelo desse aqui, minha mãe, naquela época, me comia de pancada. Naquele tempo nosso, era muito comum piolho. Além de piolho, eu já tive berne. Eu morava na fazenda”, disse Bolsonaro.

Reprodução/Facebook

Reincidência 

Não é a primeira vez que Bolsonaro faz um comentário de cunho racista sobre o cabelo de um apoiador. Em 6 de maio, também na saída do Alvorada, o presidente disse estar vendo uma barata no cabelo crespo de um rapaz que tentava tirar uma foto sua.

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