A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou na noite desta quinta-feira (16) que não há "evidências" que justifiquem a alteração da recomendação para uso do imunizante da Pfizer em todos os adolescentes entre 12 e 17 anos.
O posicionamento da Anvisa diverge da decisão anunciada pelo Ministério da Saúde, que suspendeu o uso do imunizante entre os adolescentes sem comorbidades, limitando o uso apenas aos grupos prioritários (deficiência permanente, comorbidades e privados de liberdade).
De acordo com a agência, foram realizados estudos de fase 3 com a vacina da Pfizer que comprovaram sua eficácia e segurança. "Foram considerados 1.972 adolescentes vacinados. A eficácia da vacina observada foi de 100% para indivíduos sem evidência de infecção prévia por Sars-CoV-2, antes e durante o regime de vacinação, e 100% para aqueles com ou sem evidência de infecção prévia por Sars-CoV-2, antes e durante o regime de vacinação".
Em relação a eventos cardiovasculares, que o ministério citou entre suas justificativas para a suspensão, a Anvisa afirma que foram observados casos muito raros (16 casos para cada 1 milhão de vacinados) de miocardite e pericardite após vacinação.
"Foi observado que, geralmente, são casos leves e os indivíduos tendem a se recuperar dentro de um curto período após o tratamento padrão e repouso. Não houve relatos de casos de infarto. Os alertas sobre potenciais ocorrências de miocardites e pericardites foram incluídos em bula, após as ações de monitoramento", diz o órgão em nota.
Investigação da morte de adolescente vacinada
A Anvisa afirma que investiga a morte de uma adolescente de 16 anos que foi vacinada com a Pfizer. A agência foi informada de que a paciente apresentou uma reação adversa grave após receber a primeira dose contra a Covid-19.
"Entretanto, com os dados disponíveis até o momento, não existem evidências que subsidiem ou demandem alterações nas condições aprovadas para a vacina. (...) Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas as vacinas, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos", informou a Anvisa.
De acordo com a agência, os dados recebidos "ainda são preliminares e necessitam de aprofundamento para confirmar ou descartar a relação causal com a vacina".
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