A tarde da última segunda-feira (31) foi marcada por uma forte tempestade que atingiu as cidades de Santo André e Mauá, na Grande São Paulo, provocando alagamentos, quedas de árvores e paralisando a circulação de trens.
A chuva, que atingiu volumes excepcionais, deixou um rastro de destruição e complicou o transporte na região.
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Em Santo André, o volume de chuva foi de 95 milímetros, o que representa 42% do esperado para o mês de março, que é de 226 milímetros. Já em Mauá, a precipitação foi de 137 milímetros, ou 60% do volume médio de 230 milímetros, acumulados em apenas seis horas.
O Centro de Gerenciamento de Emergências da Defesa Civil (CGE) do estado registrou um alerta severo para a região, que foi emitido às 14h47. Embora o temporal tenha causado danos consideráveis, não houve vítimas registradas.
O impacto da chuva foi sentido principalmente no transporte público. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) interrompeu a circulação dos trens da Linha 10-Turquesa por quase três horas, devido ao alagamento entre as estações Prefeito Celso Daniel-Santo André e Mauá. Durante o período, 30 ônibus foram acionados para auxiliar os passageiros, mas ainda houve grande tumulto nas plataformas. A medida afetou milhares de pessoas que aguardavam transporte.
Além disso, o Metrô adotou medidas preventivas, reduzindo a velocidade e aumentando o tempo de parada dos trens na Linha 2-Verde, para evitar superlotação na estação Tamanduateí. A cidade de São Paulo, que também foi atingida pela chuva, entrou em estado de atenção para alagamentos às 15h35, mas o nível foi revertido às 18h15.
Em Santo André, o alagamento também causou danos visíveis. O trânsito foi interrompido em várias vias, como a Avenida dos Estados, que ficou submersa, enquanto carros e motociclistas ficaram ilhados. O Corpo de Bombeiros registrou 23 chamados relacionados a alagamentos e dois por quedas de árvores em Mauá. Na capital paulista, foram 13 ocorrências para quedas de árvores e seis para enchentes, entre 13h30 e 17h53.
Até o momento, os municípios de Mauá e Santo André aguardam a redução das águas para avaliar os prejuízos e possíveis necessidades de assistência humanitária. A Defesa Civil segue monitorando a situação e permanece em alerta para novas ocorrências.
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