A Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,17 por litro no preço do óleo diesel A, vendido às distribuidoras.
A medida, que representa uma queda de 4,6%, entra em vigor nesta terça-feira (1º). Com isso, o valor médio do diesel A nas refinarias passa a ser de R$ 3,55 por litro.
Segundo a companhia, considerando a mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B comercializado nos postos, a parcela da estatal no preço ao consumidor será de R$ 3,05 por litro, uma redução de R$ 0,15 por litro de diesel B.
Esse é o primeiro corte no preço do combustível desde dezembro de 2023. A última alteração havia ocorrido em 1º de fevereiro deste ano, quando houve um aumento de R$ 0,22 por litro. No acumulado desde dezembro de 2022, o preço do diesel nas distribuidoras caiu R$ 0,94 por litro, equivalente a um recuo de 20,9%. Ajustado pela inflação, a redução chega a 29%.
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A presidente da empresa Magda Chambriard, destaca que a política de precificação, modificada em 2023, adota o chamado "abrasileiramento" dos valores, levando em conta fatores como o custo da produção de petróleo no Brasil e a participação da empresa no mercado consumidor. O objetivo é minimizar oscilações bruscas dos preços internacionais e manter a competitividade da estatal.
"A gente analisa os preços a cada 15 dias. Se precisar subir, subimos; se precisar descer, reduzimos. Neste momento, o que estamos demonstrando é que essa política gerou uma economia significativa para a sociedade brasileira", ressalta.
O preço final do diesel nos postos é composto por diversos fatores além do valor de venda da Petrobras, como impostos federais (PIS e Cofins), imposto estadual (ICMS), preço do biodiesel e margens de distribuição e revenda. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço do diesel da companhia estava R$ 0,08 por litro acima da paridade internacional nesta segunda-feira (31).
A redução no valor do diesel pode ter impacto indireto na inflação, pois o combustível é essencial para o transporte de mercadorias. O efeito é mais significativo nos preços dos alimentos, que dependem do frete rodoviário, do que em produtos de maior valor agregado, como eletroeletrônicos e automóveis.
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